Comecei a escrever esse texto sem ter a menor idéia de que assunto trataria aqui. Estou escrevendo apenas pelo prazer de escrever. Posso falar da minha semana, que foi (penso que posso defini-la apenas com esse adjetivo) leve. De repente dei-me conta e já era quarta-feira a noite. Em breve acaba essa semana, e começa outra, e esvai-se o ano sem que eu me dê conta. Estar ocupado durante uma parte do dia faz com que nem sintamos o tempo passar pela gente. E pensar que farei cinco meses de Hospital Mãe de Deus semana que vem!
Viu, achei um assunto!
Hoje fui no shopping pagar umas contas. Maldita hora que resolvi parar para olhar os casacos na C&A. Me apaixonei por um, agarrei nele e só larguei depois de ter passado no caixa, já dentro da sacola. Lá foi o Diego fazer mais uma conta pra pagar no final do mês. E pra completar perdi a carteira dentro da loja, mas um funcionário que me atendeu achou ela e me devolveu. Já estava desesperado, pensando em tudo que teria que fazer pra cancelar cartões e fazer documentos novos.
Poderia expressar uma opinião sobre os acontecimentos dos últimos dias em São Paulo (na verdade, é um bonito nome pra verdadeira guerra civil que se instalou por lá). O Estado brasileiro foi posto à prova, e provou ser uma verdadeira piada. É motivo de basófia, pra mim, o sujeito que veste uma camiseta verde-amarela, se diz brasileiro com orgulho, e sai cantando hino nacional por aí (percebe-se muito esse fenômeno de quatro em quatro anos, durante a Copa do Mundo). Que "nação" ele defende? Essa federação absurda, que desrespeita qualquer peculiaridade, que desrespeita os verdadeiros donos dessa terra, que serve de instrumento maior da eterna dominação da elite branca européia nessa terra, que serve de salvaguarda pra interesses de exploradores estrangeiros desde o século XVI, e que engana através dessa pseudo-democracia os pobres coitados que são obrigados a acordar cedo todo dia pra ir trabalhar, acreditando que assim terão uma vida digna e serão respeitados pela "sociedade"? Bela bosta de nação! Que ponham fogo em ônibus, bancos, delegacias! Provem que o Estado brasileiro não serve pra nada, a não ser tirar dos que menos têm pra enriquecer ainda mais os que mais têm. Estado tão apodrecido nas suas entranhas que a contestação não vem dos que realmente querem mudar alguma coisa, e se organizam para tal; a contestação vem dos excluídos, cujo único caminho foi o tráfico, o banditismo, a marginalidade. E não é uma contestação pra mudar o sistema, não é uma contestação a qual podemos legitimar, mas já serve de exemplo pra mostrar a fragilidade da existência desse "poder público" do moribundo Estado brasileiro.
Eu disse que ia achar um assunto.
Conversei um pouco hoje com a Mariana (Gil), meio rápido lá na Gang. As coisas estão mudando, as pessoas também, ninguém é mais como há três anos. Sexta passada tive uma grande surpresa, grande mesmo!, ao ver um ex-colega no Ocidente, dançando e se divertindo, como qualquer pessoa normal. Por que o espanto perguntariam alguns? Há três anos esse cara tinha fobia de qualquer aproximação com outrém, e durante alguns anos eu era um dos únicos que mantinha diálogo com ele na escola. Grandes mudanças ocorrem entre as pessoas, sinais do tempo que tá passando. Também sou um dos afetados pelo tempo, e assim como eu percebi tamanha mudança nele, ele também percebeu grandes diferenças em mim. Ele até ficou mais interessante...
Voltando à Mariana (Gil). Eu gosto muito dela, menina super cabeça, namora um cara super cabeça também, dois grandes amigos. Só queria deixar registrado isso. Nós precisamos conversar, eu preciso contar algumas coisas pra eles, eles precisam me conhecer melhor, conhecer o novo Diego.
Estou com saudades da faculdade! Desisti de participar da Semana Acadêmica e resolvi vegetar em casa essa semana, pôr algumas leituras em dia. Mas não me aguento de saudades do clima de aula, e principalmente das pessoas de lá. Eu realmente gosto da faculdade, e apesar das severas críticas que faço ao curso, gosto dele e de algumas pessoas, principalmente meus colegas da noite.
Ih, tem mais assunto, agora não páro...
O trabalho vai bem, dias tranqüilos, poucas cobranças, boas surpresas. Aquela mediocridade de sempre, picuinhas por coisas pequenas, fofocas e comentários, uma competição desenfreada, mas o mundo do "mercado de trabalho" (essa gente adora esse termo no sense) é assim mesmo. Eu estou tranqüilo, mais do que nunca, as horas que fico enclausurado lá passam voando, nem sinto. Só sinto falta mesmo do convívio com as pessoas da faculdade; eles me fazem muito bem mesmo.
Só pra terminar...
Sexta está chegando, mas não sei o que farei. Talvez eu saiba sim. Estou transformando a sexta-feira no dia mais aguardado da semana. É o dia em que posso ser eu mesmo, e por isso poderia estender a sexta-feira pelo resto da semana. São momentos tão bons que me deixam leve a semana inteira. Deixam a semana inteira leve, esperando a sexta-feira.
Terminaram os assuntos.
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Um comentário:
esse post tem a sua parte "estudante de história" que eu não me prestei muito a ler...
mas porra...5 meses???nossa, parece q foi ontem q tu tava catando emprego...(ainda bem que nao foi ontem!heuhuehuehe)
Hoje ouvi Pato Fu (e to ouvindo ainda) Lembrei de ti!
Tenho encontrado bastante a Mary..não consigo mais passar no praia e nao dar uma passada na Gang
ehuheuehuehuehuehe
realmente, as pessoas mudam!Mudam muito!!!!
E isso pode ser uma coisa maravilhosa, ou uma verdadeira merda...
saudades de ti guri!
Beijao
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