domingo, 18 de março de 2007

Sei que por um momento fujo sem sair do lugar

Eu sinto meu coração aquietado, em hibernação. Parece que as turbulências passaram, e isso me deixa bastante aliviado. Mas eu tenho medo de que, com o tempo, acabe enchendo o saco dessa calmaria toda, dessa repetição cotidiana da minha rotina. Só que toda essa situação de calmaria e de alívio me deixa bem amargurado também, pois não é isso que eu quero. Eu quero um amor, eu quero alguém pra poder dividir a minha vida (será que isso tá se tornando tão repetitivo?), eu quero uma boa história pra contar (citando Anna Cláudia, mesmo não sabendo em que sentido ela disse isso). Ando numa crise violenta de auto-estima, a qual tô fazendo esforços mil pra superar. Creio que isso sim seja passageiro, mas enquanto eu estiver nessa crise deflagrada, eu vou continuar recolhido na minha toca, tipo um caracol assustado. Esse é o meu jeito de ser, bem canceriano mesmo.
Tem outra coisa também que tá mexendo bastante comigo: eu acho que agora comecei a levar meu curso bem a sério. Depois de todo o rearranjo que fiz na minha vida, saindo do Mãe de Deus, pegando uma bolsa na UFRGS pra poder trabalhar 4 horas e tal, acho que agora sim vou poder dar a atenção merecida ao meu curso, e começar a trilhar caminhos mais sérios dentro da universidade. Mas isso é esperar pra ver.
Pelo menos essa sensação de estar redescobrido o curso de História preenche alguns vazios internos. É a velha e boa saída pros momentos de solidão: meta a cara nos livros e simbora.

Trecho significativo de música:

Vou desaparecendo
Mas estou sempre lá
Sei que por um momento
Fujo sem sair do lugar...


É bem essa sensação: eu tô ali, mas na real eu tô fugindo. É a única saída.

Um comentário:

Anônimo disse...

também ando meio nessas de auto-estima, mas isso passa...talvez passe quando se passa a acreditar em si mesmo, sei lá