sábado, 15 de abril de 2006

Eu sou Mãe de Deus



Represento a Organização (que não é tão organizada assim quanto se imagina)
Mantenho o Cliente informado (tenho cara de Bloomberg?)
Sou dono da reclamação ou sugestão do Cliente (até quando ele me chama de filho da puta? nem a pau)
Coloco-me no lugar do Cliente (lei da Física: dois corpos não podem ocupar o mesmo lugar no espaço ao mesmo tempo)
Atendo imediatamente o Cliente (não, em vez disso fico contemplando alcachofras ¬¬)
Chamo o Cliente pelo nome (se tivesse uma bola de cristal na cabeça, até poderia ser)
Acompanho o Cliente (e quando mandá-lo pro inferno, o que farei?)

É, acho que não sou tão Mãe de Deus assim...

Sábado de aleluia (ALELUUUUUIA IRMÃO!) cinzento, frio e chuvoso; já estava com saudades de dias assim. Enquanto me irrito profundamente com as coisas prosaicas dessa vida (coleguinhas fofoqueiros do Mãe de Deus, por exemplo), como chocolate desesperadamente e fico a pensar numa coisa que está se sucedendo na minha vida nesse exato momento, coisa essa que ainda não sei explicar, não sei determinar, e nem posso. Não quero alimentar mais sofrimento pro meu coração calejado, tento pensar em outras coisas, me preocupar com essas coisas mundanas que me estressam de segundas a sextas, das 14 às 20 horas e 15 minutos. Mas naqueles momentos de reflexão, acompanhando de um copo de cerveja, ouvindo algumas músicas especiais, deitado, absorto em pensamentos antes de dormir, isso vem à minha mente. Tá, não quero chamar essa pessoa de "isso", mas tudo bem, por enquanto é isso mesmo.
Esse meu medo de pensar é explicável: não faz tanto tempo assim que saí de uma enrrascada, na qual o pobre do meu coração foi feito de gato e sapato. Não quero me meter em mais uma, eu só quero continuar na jornada, mesmo que ela seja solitária. Quem sabe Santiago de Compostela não seja tão longe assim...

Ai ai maldita mente que voa longe (acabo de me lembrar da abertura de Café com Aroma de Mulher - "Gaivota que voa longe, voa tão aaaaaaaaaaalto").

.ponto

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