sábado, 11 de março de 2006

Minha cabeça dói

A minha cabeça dói. Já são mais de sete horas da noite, eu estou sozinho em casa. Querem que eu vá a uma festa que não quero ir, mas minha presença será cobrada, indiferente à minha vontade. Enquanto isso, imagino-me em outro lugar, fazendo outras coisas com alguém que realmente estivesse preocupado comigo, e que estivesse se divertindo comigo. Quem sabe numa festa, ao som de qualquer música que me remeta a uma alegria incondicional, dançando desajeitadamente com ele até a exaustão, admirando seu sorriso em retribuição ao meu. Quem sabe então sentado numa mesa de algum bar da Cidade Baixa, aproveitando a noite de temperatura agradável, tomando uma cerveja e conversando sobre qualquer coisa. Poderíamos estar sentados num confortável sofá, debaixo de algum cobertor, comendo pipoca e vendo algum dvd. Ou simplesmente caminhando, conversando amenidades, jamais sentindo-se sozinho como estou me sentindo agora, nesse momento, e em todos os momentos da minha vida.
A minha cabeça dói. Eu sei como vai acabar essa noite: olhos vermelhos de choro, mundo girando ao meu redor, cama vazia. E amanhã, domingo, estarei pensando na segunda, na aula de manhã, no trabalho a tarde. Sem deixar espaço pra pensar no espaço vazio que há dentro de mim. Mas daqui há sete dias, é sábado de novo, e encontro-me com o espaço vazio novamente.
Minha cabeça dói. São quase oito horas da noite, preciso decidir o que fazer. Quem sabe alguém decida, hoje, me encontrar.

Um comentário:

Chando, Lucas disse...

bã.

Acorda!
Tu tem que mudar a tua vida, se não ela fica nesse mesmerê. Pastel!

independente de qualquer outra coisa, o texto ta bem escrito. supimpa assim.

:)