Não sei se hoje seria o dia adequado para escrever algumas palavras pro blog. Estou atolado de leituras e estudos até o pescoço, e não sinto vontade nenhuma de estudar. O que sinto vontade, na verdade, é de explicitar meus sentimentos, pôr pra fora o turbilhão que me arrasa por dentro, que destrói minhas fortalezas mais seguras.
Nesses dias, tudo me comove. Uma música antiga da Shakira, o final do sexto livro do bruxinho mais famoso do mundo, um olhar, pequenos gestos que me atingem como estilhaços de vidro no rosto... Estou ficando perito na arte de desviar o olhar e fingir que nada está acontecendo. Fico tentando me distrair, chamar minha atenção pra outras coisas, mas não consigo, é involuntário. Preciso de um tempo...
Mas de uma coisa não posso reclamar: agora, mais do que nunca, enxergo tudo bem mais às claras do que há um tempo atrás. E, ao mesmo tempo em que admito a situação na qual me encontro e aceito suas conseqüências, também aceito a condição que mais me dói, e que mais me faz sofrer: é uma situação imutável. Pois que a cada dia pareço ter mais certeza dessa afirmação, e me vejo afundando num lago profundo de tristezas.
E as palavras ficam martelando em minha cabeça:
“É imutável... não há nada a fazer… é imutável…”
Mas a minha mente me trai, e viaja pra momentos de desejo e libido...
Pois que é hora de acordar, me distrair, romper um cordão umbilical. E é hora de me proteger contra mim mesmo, antes que eu me faça algum mal.
Como? Se ainda não sei como te esquecer...
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário