Pra falar a verdade, nunca gostei de férias. Não no sentido de adorar estudar - pelo contrário, não sou lá dos mais aplicados - mas sim no sentido de ficar longe do convívio de quem eu gosto. Nem sempre foi assim. Quando eu estudava no colégio, mais da metade dos meus colegas, na minha opinião, eram imbecis. Gente de perspectiva muito pequena, cujo maior objetivo era sair no fim de semana e pegar várias gurias nas festas da AABB (nenhum preconceito contra festas na AABB, que fique bem claro). Só que agora eu sinto que ficarei longe do convívio de pessoas que gosto, que não têm essa mentalidade retrógrada dessa gente que estudava comigo no colégio. São pessoas que tu podes ter um diálogo inteligente - não digo intelectual, pois sai cada uma daquelas bocas, inclusive da minha - expressar uma opinião, discutir uma idéia, tomar uma cerveja sem compromisso, e, com os mais chegados, falar sobre a vida - inclusive a alheia. Disso sentirei falta, mas não por muito tempo: daqui há 3 semanas voltamos à velha rotina, voltamos à padaria da vila do Vale pra tomar aquela Schin antes da aula de Arqueologia (só assim pra agüentar esse sacrilégio). Enquanto isso, fico tentando achar alguma coisa pra fazer, distrair minha mente e me abster dessa casa, desse convívio infernal com minha mãe.
Acho que preciso trabalhar. Acho não, tenho certeza. Mas como quase todas as coisas na minha vida, isso é mais uma coisa pendente. Enquanto aguardo uma chamada de um emprego, fico aqui, levando na cara os mais variados desaforos de uma pessoa que vive num mundo infeliz, medíocre e pequeno demais pra mim.
Pensei em escrever. Adoro escrever história, tenho várias idéias, mas nunca tenho persistência pra escrever algo de maior consistência. Andei pensando em escrever aos poucos, contos pequenos, e publicá-los aqui. Haja paciência de quem os ler - se é que alguém lê essa "blodega" (CHANDO, Lucas.) hehehe
Hoje assistia a novela "Laços de Família" - perdoem-me, mas estou de férias e sem ter o que fazer! - e me identifiquei muito com a situação de uma personagem - não me pergunte quem, porque não me lembraria. Dizia ela que todos os casais em volta dela estavam dando certo, às custas de suas promoções, mas que ela não desencalhava. Tá, com isso eu não me identifiquei, porque não tenho paciência pra ser cupido. Mas ela falou o quanto é duro ver casais felizes à tua volta, aos beijos e carícias, trocando juras e sendo - pelo menos nas aparências - bem felizes, enquanto tu chupas o dedo, segura a vela, serve de castiçal. Inclusive ela cita o quanto é duro os outros te tirarem pra madrinha (no meu caso, padrinho) de casamento, batismo etc. As vezes me vem à cabeça a imagem daquele "dindo" solteiro, que tem um apartamento cheio de coisas divertidas, onde os afilhados vão brincar nos fins-de-semana, enquanto os pais tomam uma cerveja e fazem um churrasquinho com ele. Não quero ser assim, planejo outros programas pros meus fins-de-semana. Aliás, tenho muito medo disso...
Enquanto isso, assisto perplexo ao verdadeiro circo que se instalou em Brasília. Onde irá parar eu não sei. Mas as convicções estão se atenuando, e a cada dia que passa vejo-me adentrando um beco com apenas duas saídas: fechar os olhos, tapar os ouvidos e continuar seguindo até o barco todo afundar; ou desistir de uma vez, pular no mar e tentar encontrar um pedaço de madeira pra se apoiar. Só que pedaços de madeira pra que nós, brasileiros, nos apoiemos, andam escassos. Até diria que não existem.
Metáfora besta essa, mas tudo bem. Explica o que ando sentindo em relação a tudo isso, explica pra onde está indo as minhas convicções. Assim como eu, tem muita gente por aí sentindo a mesma coisa.
Foi grande esse post. Mas gostei, fazia muito tempo que não postava, e adoro a liberdade de escrever tudo o que quero. Sobre o que prometi sobre a Coréia do Norte, um dia em que estiver bem inspirado eu faço uma pesquisa e exponho minha opinião.
Thanks people!
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3 comentários:
Sim, eu li tudo Toni!e tu tah escrevendo bem!!!^_^q orgulho hein??
temos que agitar essa vidinha então hein?
e tu tens que aprender a montar ainda!hehehehhe
beijos
Pra falar a verdade, também nunca gostei de férias. Sinto exatamente a mesma coisa em relação aos amigos pois estou desgostoso isolado em uma ilha, literalmente... Mas os meus colegas são imbecis. Ai que saudade daque
la Schin antes da aula de Arqueologia.
Ah é, eu não bebo schin... o.O
E eu também preciso arranjar um emprego... mas nem tanto assim.
Que legal, uma citação minha, hehehe....
eu leio, desde que tenha o que ler
inté.
eu li!! eh bom ler o blog dos outros q qm sabe assim da vontad d atualizar o meu...
sabe, eu fico tri triste d t ver saozinho sabe... tu eh um graaaande amigo meu, tah sempre c/ a gnt e eu espero q um desses casais q tu falou n seja eu e o gui... =(
sempre q quiser sair tamos ai neh...alias, findi q vem a gnt podia ver um filminho neh?
nwem sei se tu vai ler post antigo, ma td bm... bjoes qrido, pode contar seeeempre cmg viu...
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