domingo, 2 de setembro de 2007

Durabilidades

Tem algumas certezas nessa vida que só são reais nas novelas, ou no máximo em casos muito raros, verdadeiras exceções à regra. Belo ditado aquele que diz que a única certeza mesmo é a morte. De uma veracidade escandalosa.
Esses abalos em coisas que pareciam estáveis, essas mudanças de curso, tudo isso que dá sentido à vida (renovação baby, não é isso que os mantras dizem?), isso tudo me incomoda. Incomoda simplesmente pelo fato de que, com o passar do tempo, vou perdendo a crença de que alguma coisa possa ser duradoura. Tudo parece volátil, versátil, temporário. A existência humana precisa de certezas - Deus existe e salvará todas as almas, tudo que sobe desce, político é tudo corrupto, meu vôo vai atrasar mais de 1 hora, essas coisas. Cadê as estruturas de longa duração? Nem tudo se desmancha no ar assim...

2 comentários:

Anônimo disse...

Velho, posso te dizer uma coisa estrutural, permanente, estável: as coisas estão sempre mundando!
Assim, acho que toda forma de compreensão do real (de tentativa de compreensão do real) tem de levar em conta a volatibilidade. Instabilidade e estabilidade como abstrações complementares, retroativas e dialógicas. Toda formulação estrutural deve, necessariamente, levar o desestruturante e o não-estuturável consigo. Alguma coisa durável pode ser completamente diferente, no final, do que era no fim. Assim também o contrário, o instável só é instável quando se encontra dentro de certas estabilidades. Quanta punheta!!!

Anônimo disse...

vai escrever, seu miserável!