sábado, 9 de dezembro de 2006

Eu quero que o mundo vá pro inferno

Eu quero que o mundo vá pro inferno. E aos poucos estou conseguindo mandar tudo o que me prejudicava pra bem longe, reorganizando meu cosmos para que de uma vez por todas ele fique ordenado. Os últimos meses foram de acontecimentos muito importantes em minha vida, tão importantes que me tomaram muitas energias, e eu tive que deixar grande parte dos meus projetos de lado pra dar conta desses acontecimentos. Mas agora, findo o processo de assimilação dessas novas conjunturas que se apresentam, acho que já posso bradar aos quatro cantos do mundo a minha independência, e seguir o caminho que quero trilhar rumo ao futuro incerto. Já era hora de eu fazer o que quero, já que tudo se encaixa pra que eu viva a minha vida, e não mais a vida que os outros querem pra mim. Consegui constituir a grande base, bem solidificada, que vai me propulsar rumo aos horizontes desconhecidos, sem que eu tema desabar no meio do caminho. As fundações da engenharia complexa da minha vida já estão bem delineadas. Tudo o que preciso eu já tenho: casa-família-segurança. O bem estar e a harmonia familiar, seguindo um processo longo, foram alcançados depois de inúmeros esforços meus e das pessoas que compõe esse universo tão pequeno, mas tão significativo. Meus paradigmas podem estar, cada dia mais, indo ao chão, mas um deles eu não consigo abrir mão, pois é o principal orientador de todos os meus atos: o núcleo familiar. Todas as outras instâncias da vida do indivíduo são determinadas pela forma a qual as relações nucleares da família são definidas. Quando um indivíduo como eu consegue unir duas instâncias tão diferentes como o núcleo familiar e o núcleo de amizades, sente-se plenamente seguro pra dar passos maiores, e é nesse sentido que percebo um súbito aumento em minha segurança pessoal. Pareço mais determinado, mais ponderado e mais firme em meus propósitos, como nunca fui antes, e antevejo nisso grandes conquistas, pois a determinação é a chave mestra que conduz à conquista dos objetivos propostos. Sinto-me muito mais seguro pra tentar resolver problemas específicos sem a ajuda especial a qual, nos momentos oportunos, foi de grande auxílio. Não desmereço o caráter dessa ajuda especial – traduzindo melhor, ajuda clínica – pois reconheço que passei por experiências congratulantes com especialistas bem preparados, mas eu creio que chegou a hora de caminhar com as próprias pernas rumo à superação de um quadro que creio que, em meu caso, não seja de todo clínico, que é a depressão. Vou pôr em prioridade máxima todo e qualquer projeto ou ação que for beneficiar os planos que tenho, a curto e longo prazo, e para os quais já me sinto preparado a realizar. A fase de transição acabou, e eu creio que começo a construir o meu caráter definitivo, ou pelo menos mais duradouro. Mas ainda vou me permitir, é claro que vou, todo e qualquer deslize, pois não posso esquecer-me que tenho apenas vinte anos. Apenas vinte anos.

2 comentários:

Anônimo disse...

ohhhh, já é um hominho! huahuahuahuahua
É isso ai magrão!

Abraço!

Mari Gil disse...

xD
eh isso ai qrido!!!
fico mt feliz com isso tudo viu??
nunca esqueça q aqui tu tem uma amiga...q tu pode ligar sempre q tu precisar!!^^
bjooooes